Todo filósofo é um incoerente.
Raciocina a vida mas também a vive.
E a distância entre a vida raciocinada e a vida vivida
é tao maior quanto maior for a capacidade de pensar
e a incapacidade de viver.
domingo, 23 de agosto de 2009
Filósofos...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Eu prefiro olhar pro mar...
Já repararam como sempre levantamos levemente a cabeça quando olhamos para o mar? É como se quiséssemos enxergar além do horizonte, buscar o infinito, transcender de nós mesmos e ir de encontro ao ponto onde o céu se funde à Terra e se torna impossível e desnecessário diferenciar o que é terreno do que é divino.
Por outro lado, nas cerimônias religiosas as pessoas se curvam, baixam a cabeça, se ajoelham e se submetem à pretensa autoridade de outro (seja do padre, do pastor, de Buda, Alá, Jesus ou qualquer outro), reduzidos à insignificância diante de algo que julgam tão superior e sublime.
Talvez meu ponto de vista seja ácido demais, mas estou convencido de que as religiões contribuem bastante para que a humanidade viva curvada. Presa a ilusões, preconceitos, verdades inventadas, intolerâncias, explorações e submissões de todo tipo. Inconsciente de suas infinitas possibilidades e mutilada em sua incrível capacidade de crescimento (seja através das lavagens cerebrais educacionais, das fogueiras, dos exílios, das proibições de estudo das células tronco, ou das mutilações mesmo).
Olhar para o mar sempre nos desafia ao sabor do mistério e ao medo do desconhecido. Ao contrário, baixar a cabeça e olhar para o chão sempre nos oferece o conforto de se vislumbrar os próprios passos, convencidos de respostas fáceis para perguntas que considero irrespondíveis (como, por exemplo: deus existe?)
Talvez exista... talvez estejamos todos destinados a desfrutar da paz infinita. Mas, enquanto estiver por aqui, prefiro a liberdade da dúvida, do indagar e do caminhar por si mesmo.
Não quero dogmas e certezas, mas sim poder “cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”. Não quero consolos e sermões, mas sim a brisa fresca que vem do mar enquanto busco descobrir seus infindáveis enigmas. Não quero o doce dos discursos prontos e insinceros, mas sim o cheiro do sal e o calor as vezes insuportavel do Sol.
O maior risco de se olhar pro mar talvez seja o de se perder em sua infinitude e não desfrutar de sua própria existência, mas estou convencido de que se submeter ao “além-mundo” é a maior das perdições, e que mais vale se afogar na própria vida do que flutuar sem vida própria.
Prefiro olhar para trás e ver minhas próprias pegadas na areia, vacilantes e receosas, do que descobrir que as pegadas não eram minhas, mas sim que fui carregado no colo.
Eu prefiro olhar pro mar...
Por outro lado, nas cerimônias religiosas as pessoas se curvam, baixam a cabeça, se ajoelham e se submetem à pretensa autoridade de outro (seja do padre, do pastor, de Buda, Alá, Jesus ou qualquer outro), reduzidos à insignificância diante de algo que julgam tão superior e sublime.
Talvez meu ponto de vista seja ácido demais, mas estou convencido de que as religiões contribuem bastante para que a humanidade viva curvada. Presa a ilusões, preconceitos, verdades inventadas, intolerâncias, explorações e submissões de todo tipo. Inconsciente de suas infinitas possibilidades e mutilada em sua incrível capacidade de crescimento (seja através das lavagens cerebrais educacionais, das fogueiras, dos exílios, das proibições de estudo das células tronco, ou das mutilações mesmo).
Olhar para o mar sempre nos desafia ao sabor do mistério e ao medo do desconhecido. Ao contrário, baixar a cabeça e olhar para o chão sempre nos oferece o conforto de se vislumbrar os próprios passos, convencidos de respostas fáceis para perguntas que considero irrespondíveis (como, por exemplo: deus existe?)
Talvez exista... talvez estejamos todos destinados a desfrutar da paz infinita. Mas, enquanto estiver por aqui, prefiro a liberdade da dúvida, do indagar e do caminhar por si mesmo.
Não quero dogmas e certezas, mas sim poder “cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”. Não quero consolos e sermões, mas sim a brisa fresca que vem do mar enquanto busco descobrir seus infindáveis enigmas. Não quero o doce dos discursos prontos e insinceros, mas sim o cheiro do sal e o calor as vezes insuportavel do Sol.
O maior risco de se olhar pro mar talvez seja o de se perder em sua infinitude e não desfrutar de sua própria existência, mas estou convencido de que se submeter ao “além-mundo” é a maior das perdições, e que mais vale se afogar na própria vida do que flutuar sem vida própria.
Prefiro olhar para trás e ver minhas próprias pegadas na areia, vacilantes e receosas, do que descobrir que as pegadas não eram minhas, mas sim que fui carregado no colo.
Eu prefiro olhar pro mar...
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