sábado, 25 de outubro de 2008

Da-lhe Gabeira!



No primeiro turno, me limitei a falar sobre a democracia e nosso papel na sociedade, sem maiores panfletagens, afinal eu mesmo nao tinha certeza em quem votar. Mas, nesse segundo turno, nao poderei me omitir.

Pra demonstrar minha opiniao, usarei o texto abaixo de um colega meu da faculdade. Simplesmente resume perfeitamente minha opiniao:

Sei que para muitos de vocês a política partidária é uma chatice, onde nada há além de mais do mesmo e desapontamento.
Sei que, por isso mesmo, muitos de vocês não sabem em quem votar ou, até por convicção, pretendem anular o voto, neste domingo.
Vocês estão certos. A política partidária é mais do mesmo, quase sempre.
Não quero, aqui, defender o candidato Fernando Gabeira (43) assegurando que ele é a exceção a essa regra. Ele é político, de fato, e pode decepcionar a mim, que acredito nele, até mais do que a você, que já está decepcionado com os políticos e que nada tem a perder, se, ao menos desta vez, der uma chance à esperança em vez do medo.
Estas são as opções que estão em jogo para o Rio, no domingo:
De um lado, há a esperança, que se afirma numa campanha diferente de tudo o que já vimos: sem cartazes e exploração de plaqueiros nas ruas, com divulgação total de doações e de despesas, sem negociação de cargos entre políticos, este sim, que se refastelam no dinheiro público, desde o início desta República. É o lado do político que, apesar de político, nunca figurou em escândalo de corrupção. Ao contrário, liderou todos os movimentos recentes para afastar o lado mais obscuro de nosso legislativo, vide os casos de Severino Cavalcanti e Renan Calheiros. Quem mais, senão Gabeira, resolveu não calar, diante da impunidade. É o lado da esperança que, ao menos uma vez, precisa viver dentro de você, dentro de nós.
Do outro lado, há o medo, que emporcalha as ruas, escraviza plaqueiros, gasta mais de R$ 6 milhões em uma campanha financiada por empreiteiras que recebem dinheiro para obras públicas, sai todos os dias nos jornais como responsável por distribuir panfletos anônimos, apedrejar carros com adesivos do adversário, botar aliados milicianos (Jorge Babu) para perseguir carreatas. É o medo que se locupleta na impunidade do poder e que recebe apoios da esquerda comunista à direita pepista (aquela do "bandido bom é bandido morto") porque tanto uma como outra não querem perder a boquinha que mantêm no Governo do Estado. É o medo de quem vê um candidato novo, com a mente repleta das velhacarias políticas que quase fizeram a esperança morrer dentro de nós: o homem que muda de partidos e de apoios, segundo a conveniência de sua escalada rumo ao poder.
As propostas apresentadas pelos dois, eu admito, são tão semelhantes que poderíamos até dizer que são iguais. A diferença está na integridade do futuro prefeito em que se acredita que cumprirá ou não as promessas, que usará a Prefeitura de nossa cidade MARAVILHOSA para servir de degrau na escalada ao poder ou para coroar uma carreira política que, apesar de todas as críticas de cunho pessoal, manteve-se imaculada ao longo de mais de 20 anos.
Eu, sinceramente, acredito que a ESPERANÇA resta adormecida dentro de nós. Dentro mesmo daquele que sempre preferiu a opção, ainda que omissa, do voto nulo.
Por isso é que me atrevo a vir lhe pedir, ao menos desta vez, não jogue fora seu voto: opte, por favor, entre a esperança e o medo.
Com meu grande abraço, com fé no Rio,
Thyago Mathias


Eh isso ae... votem conscientes :)
Fui

2 comentários:

mundosurreal disse...

uepaaa..pessoas politicamentes engajadas fazem TODA a diferença!!
Estamos sempre fazendo escolhas, então q elas sejam muito bem estudadas antes...

beijos!

Litz disse...

O Rio é só decepção hein gus... fala sério!